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Amazônia registra desmatamento recorde sob governo Bolsonaro

Em onze meses, Brasil perdeu 11.088 km² de floresta amazônica

Crédito: Christian Braga/Greenpeace

30 nov 20

Amazônia registra desmatamento recorde sob governo Bolsonaro

Em onze meses de gestão, o governo do presidente Jair Bolsonaro bateu o recorde de desmatamento na Amazônia dos últimos 12 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De agosto de 2019 a julho de 2020, foram devastados 11.088 km² de floresta, um aumento aproximado de 9,5% em relação ao período anterior. O estado do Pará lidera a devastação, sendo responsável por 46,8% do desmate. Esses são os primeiros dados consolidados que contemplam  exclusivamente o mandato do atual governo, informou a Folha de S. Paulo.

Durante a apresentação do novo levantamento, que ocorreu sem a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o aumento foi abaixo do esperado, mas reforçou que os novos dados devem ser encarados com preocupação.

A crescente devastação na Amazônia acontece apesar da presença das Forças Armadas na região – por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) –, medida encarada pelo governo como resposta para conter o problema. No contexto internacional, um grupo de militares estrangeiros alertou para a vulnerabilidade ambiental e climática do Brasil e a falta de estrutura do país para manejar o problema. Como parte de seu relatório anual, o Conselho Militar Internacional sobre Clima e Segurança publicou um documento pedindo que o governo trate as mudanças climáticas e o desmatamento como “prioridade de segurança”, reforçando que a atual política ambiental fere a reputação do país. “Além de colocar em risco a ecologia e o abastecimento de água, o novo surto de desmatamento e a retórica contraproducente do presidente Bolsonaro deterioraram a reputação do Brasil no exterior, prejudicando os acordos comerciais do país”, diz o texto.

87% dos brasileiros consideram preservar a Amazônia uma prioridade

Pesquisa ouviu mais de 1500 brasileiros

Crédito: Fábio Nascimento/Greenpeace

1 nov 20

87% dos brasileiros consideram preservar a Amazônia uma prioridade

A pesquisa de opinião “Amazônia: desmatamento e política de preservação”, encomendada pela ONG Greenpeace ao Datafolha e  realizada entre 06 e 18 de agosto de 2020, apontou que a preservação da floresta brasileira é uma preocupação para a grande maioria dos entrevistados. Ao serem questionados sobre importância de preservar a floresta Amazônica, em uma escala de 0 a 10, 87% dos 1524 brasileiros ouvidos pela pesquisa responderam com a nota máxima.

Em consonância com o que aponta os dados do sistema de monitoramento DETER, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), a maioria do público (73%) avalia que o desmatamento está em alta em 2020. 

Já sobre as causas do problema, a pesquisa indica que os madeiros são vistos como principais desmatadores da Amazônia, seguido por garimpeiros e fazendeiros e criadores de gado.

Cristiane Mazzetti, especialista em desmatamento do Greenpeace, comentou o resultado, dizendo que os efeitos dos madereiros e garimpeiros é significativo, mas 80% das áreas desmatadas são ocupadas pela criação de gado.

Além disso, 46% dos entrevistados consideram o trabalho de Bolsonaro para impedir a derrubada da floresta ruim ou péssimo; 42% tem a mesma avaliação em relação aos governos estaduais; 38% em relação a Ricardo Salles e o vice-presidente Hamilton Mourão; 20 % em relação ao Ibama e a Funai, e 19% em relação Exército.

Frente Parlamentar Ambientalista pede impeachment do Ministro Salles

O Senado Federal, em Brasília (DF)

Crédito: Ana Volpe/ Senado/CC BY-NC 2.0

5 jun 20

Frente Parlamentar Ambientalista pede impeachment do Ministro Salles

A Frente Ambientalista Parlamentar protocolou junto à Procuradoria Geral da União um pedido de impeachment de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. O grupo de 70 parlamentares elenca, ao longo de 42 páginas, crimes de responsabilidade e irregularidades administrativas cometidos por Salles. O documento reforça que o ministro e o presidente Jair Bolsonaro “advogam pela desregulamentação ambiental, ou flexibilização da legislação ambiental com o objetivo de favorecer determinadas atividades econômicas que, em virtude do alto impacto ambiental que geram, devem por força de lei e da nossa Constituição Federal ser regulamentadas, fiscalizadas e restritas, como o garimpo, atividade madeireira e a atividade agropecuária em geral.”

Indígena Uru-eu-wau-wau é encontrado morto em Rondônia

Ari Uru-eu-wau-wau sofria ameaças há meses.

Crédito: Gabriel Uchida/Kanindé/via Cimi

20 abr 20

Indígena Uru-eu-wau-wau é encontrado morto em Rondônia

O indígena Ari Uru-eu-wau-wau, 33, foi encontro morto na madrugada de sábado (18) em Tarilândia, distrito de Jaru, Rondônia. Ari era integrante do grupo de vigilância do povo indígena Uru-eu-wau-wau e fazia o registro e a denúncia de extrações ilegais de madeira dentro do território.

 

Segundo liderança Karipuna, o indígena sofria ameaças há meses. As organizações World Wide Fund for Nature (WWF-Brasil) e Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé) confirmaram a informação.

A terra indígena Uru-eu-wau-wau é considerada por ambientalistas da Associação de Defesa Etnoambiental como uma das mais importantes de Rondônia por ter nascentes dos 17 principais rios do estado, fauna rica e reunir diversos animais ameaçados de extinção. O território Uru-eu-wau-wau está no ranking das áreas mais desmatadas em Rondônia.

Multas ambientais caem 34% no primeiro ano do governo Bolsonaro; Salles libera exporação de madeira nativa

Exportação de madeira nativa sem inspeção ambiental é liberada pelo governo

Crédito: Felipe Werneck/Ibama/CC BY-SA 2.0

9 mar 20

Multas ambientais caem 34% no primeiro ano do governo Bolsonaro; Salles libera exporação de madeira nativa

Segundo dados coletados pela Folha de S. Paulo, multas por infrações ambientais caíram 34% no primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro, somando menor quantidade desde 1995. Ao ser questionado pelo jornal, o Ministério do Meio Ambiente afirmou em nota que as fiscalizações e autuações seguem normalmente. Em paralelo, o governo autorizou, no dia 4 de março, a exportação de madeira nativa sem a necessidade de autorização dos órgãos de fiscalização ambiental, atendendo ao pedido de duas associações de madeireiros que somam R$ 15 milhões em multas ambientais.

Bolsonaro volta a atacar conservação ambiental

Presidente ignora dados sobre desmatamento e mente sobre preservação ambiental

Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil/Wikimedia Commons/via CC BY 3.0 BR

21 nov 19

Bolsonaro volta a atacar conservação ambiental

Um dia após declarar que o desmatamento é algo “cultural” no Brasil, Jair Bolsonaro disparou novamente quando confrontado pela imprensa sobre questões ambientais. 

“Como o Brasil está na questão ambiental no momento? 61% está tudo preservado. Qual país do mundo tem isso? Nenhum. Então ninguém fica perturbando a gente na questão ambiental”, disse.

“Qual é a mata ciliar nos rios da região Europeia? Um palmo? Vejam isso. O mundo está cedendo por alimentos. Nós só temos a máquina da nossa economia é o agronegócio. Querem enterrar o agronegócio? Querem que eu cumpra o que alguns líderes queriam na primeira reunião lá fora comigo: passar de 14% para 20% a reserva indígena? Querem acabar com o Brasil? Acaba, vocês vão comer capim. Vocês da imprensa. Vocês da imprensa vão comer capim porque não vai ter mais alimento no campo”, acrescentou o presidente na saída do Palácio da Alvorada.

No mesmo dia, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), flexibilizou normas de fiscalização e multas a compradores de madeira ilegal. A medida torna mais difícil punir serrarias que compram madeira com documentos fraudados e pode estimular a extração ilegal de madeira na Amazônia.

Salles visita e apoia madeireiros que atearam fogo a caminhão do Ibama

Caminhão tanque do Ibama queimado em Roraima no início de julho.

Crédito: Divulgação/via Folha de S. Paulo

19 jul 19

Salles visita e apoia madeireiros que atearam fogo a caminhão do Ibama

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou madeireiros de Espigão d’Oeste (RO) e fez um discurso “para as pessoas de bem que trabalham neste país”. Os madeireiros da região de Boa Vista do Pacarana, que dependem da extração ilegal de madeira de terras indígenas Zoró e Sete de Setembro, atearam fogo, duas semanas antes, em um caminhão-tanque à serviço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama).

A queima do caminhão-tanque aconteceu duas semanas após a Polícia Federal prender nove madeireiros e apreender dois caminhões com toras na Terra Indígena (TI) Sete de Setembro, vizinha à TI Zoró, onde o ataque criminoso aconteceu. Uma equipe do Ibama teve que ser retirada da região após a queima do caminhão. Durante a operação, is madeireiros destruíram pontes e derrubaram árvores sobre as estradas clandestinas.

Decreto proíbe destruição de máquinas de desmatamento

Destruição de equipamentos em região de garimpo ilegal

Crédito: Polícia Federal/Divulgação/via Brasil de Fato

14 abr 19

Decreto proíbe destruição de máquinas de desmatamento

Em um vídeo publicado no Instagram, ao lado de um senador do Amapá, o presidente Bolsonaro afirmou que estava proibindo os agentes do Ibama de destruir veículos e equipamentos apreendidos durante operações de enfrentamento à exploração madeireira ilegal. A prática do Ibama de queimar veículos e tratores usados em ações de desmatamento ilegal é prevista em lei como uma forma de evitar mais destruição florestal. 

A declaração foi uma resposta ao pedido de outro senador, de Rondônia, onde uma operação recente do Ibama havia destruído caminhões e tratores de madeireiros clandestinos. O ministro do Meio Ambiente confirmou durante uma entrevista que uma nova normativa seria instaurada para alterar os procedimentos do Ibama e impedir práticas de destruição de propriedade.

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