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Petrobras assume blocos de exploração de petróleo no Rio Amazonas

Áreas foram leiloadas em 2013 e estavam sob domínio de multinacional francesa

Crédito: @ANDREBANIWA/Twitter

10 fev 21

Petrobras assume blocos de exploração de petróleo no Rio Amazonas

Antes sob responsabilidade da francesa Total, a Petrobrás agora assume cinco blocos de petróleo localizados na foz do Rio Amazonas, com autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme consta no Diário Oficial da União.  

A empresa decidiu pela transferência em função da dificuldade com o processo de licenciamento ambiental dos blocos, situados “em uma das áreas mais sensíveis da região e extrema riqueza ambiental”, diz matéria d’O Estado de São Paulo.  A Total arrematou os blocos em um leilão realizado em 2013 e nunca chegou a receber a licença para a exploração. Em 2018, pela quarta vez, o Ibama negou o pedido da empresa para a perfuração na bacia. Com a Petrobrás assumindo, ambientalistas temem que haja maior pressão para a liberação dos blocos. 

Carrefour estreia programa "Adote um parque" e patrocina UC em Rondônia

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, Jair Bolsonaro e o CEO do Carrefour Brasil, Noël Prioux

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

9 fev 21

Carrefour estreia programa “Adote um parque” e patrocina UC em Rondônia

A rede de supermercado Carrefour será a primeira empresa a integrar o programa “Adote um parque”, ao patrocinar, com uma repasse de R$ 4 milhões ao ano, a proteção da Reserva Extrativista (Resex) do Lago do Cuniã, unidade de conservação (UC) federal localizada em Rondônia. De acordo com O Estado de São Paulo, o acordo prevê apoio em ações de proteção e fiscalização da área, que soma 75.876,67 hectares, em troca de ações de publicidade promovidas pela empresa sobre o projeto. 

Instituído por decreto federal em 9 de fevereiro, o programa será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em sua primeira fase, foram contempladas apenas as 132 UCs federais situadas na Amazônia. 

Em nota, o Carrefour declarou que “avalia positivamente o programa do Governo Federal”. A publicidade ofertada como contrapartida vem a calhar à empresa, que passou por uma crise de imagem no final de 2020, alvo de dezenas de protestos que pediam justiça pela morte de João Alberto Silveira Freitas, espancado por seguranças do supermercado em uma loja da rede, em Porto Alegre (RS).

Ex-ministros do Meio Ambiente pedem ajuda a países europeus frente ao colapso sanitário na Amazônia

Ex-ministros pedem a proteção dos “guardiões da floresta”

Crédito: Marcio James/Amazônia Real

27 jan 21

Ex-ministros do Meio Ambiente pedem ajuda a países europeus frente ao colapso sanitário na Amazônia

Nove ex-ministros do Meio Ambiente enviaram, no dia 26, uma carta ao presidente da França, Emmanuel Macron, e às primeiras-ministras da Alemanha, Angela Merkel, e da Noruega, Erna Solber, pedindo “solidariedade e colaboração” para a “solução dos problemas amazônicos”. Assinado por Izabella Teixeira, Marina Silva, Carlos Minc, Edson Duarte, José Sarney Filho, José Goldemberg, Rubens Ricupero, Gustavo Krause e José Carlos Carvalho, o documento faz referência aos altos índices de desmatamento e queimadas registrados na Amazônia em 2020 – que agravaram os problemas respiratórios causados pela pandemia da Covid-19–, além de mencionar o iminente colapso do sistema de saúde da região, que teve seu estopim com a falta de oxigênio nos hospitais de Manaus, capital do Amazonas. 

Ao apresentarem a Amazônia como “especialmente vulnerável à pandemia em razão do isolamento, da pobreza, da estrutura precária de saúde e da dificuldade de acesso”, os ex-ministros apelaram por ajuda para a população local via doação de cilindros de oxigênio, macas, oxímetros, usinas de produção de oxigênio medicinal, entre outros equipamentos. “Conhecendo de perto a realidade amazônica, os signatários desta carta, ex-ministros do Meio Ambiente do Brasil, sabem por experiência que nem o governo federal nem os governos locais possuem todos os meios indispensáveis para socorrer as populações mais frágeis e vulneráveis da região”, diz o texto.

Recentemente, o presidente francês ameaçou suspender a importação da soja brasileira. Já Alemanha e Noruega, antes principais doadoras do Fundo Amazônia, anunciaram que só retomam os investimentos caso o Brasil demonstre esforços efetivos no combate ao desmatamento na região. 

O pedido de ajuda dos ex-ministros aos líderes europeus aconteceu na véspera da declaração de Hamilton Mourão no Fórum Econômico Mundial, na qual criticou a baixa “cooperação financeira e técnica internacional” para a proteção da Amazônia, segundo matéria de Jamil Chade para o UOL. No encontro, Mourão anunciou que o Brasil retomou a negociação com Alemanha e Noruega para o envio de recursos.

 

UE pede mudanças na política ambiental do Mercosul para ratificar acordo comercial

Brasil foi citado como exemplo de más práticas ambientais

Crédito: Jorisvo/iStock

7 out 20

UE pede mudanças na política ambiental do Mercosul para ratificar acordo comercial

O Parlamento Europeu aprovou emenda em relatório sobre  aplicação da política comercial do continente que reforça a necessidade de mudanças nas políticas ambientais dos países do Mercosul –  em especial, do Brasil – para que o acordo com a União Européia finalmente aconteça.  Bolsonaro chegou a ser citado nominalmente na primeira versão da emenda  proposta por deputados franceses, mas seu nome foi retirado do texto final, que reflete  o acirramento entre França e  Brasil em torno da pauta. O grupo de parlamentares “manifesta a sua profunda preocupação com a política ambiental de Jair Bolsonaro, que é incompatível com os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris, nomeadamente em matéria de luta contra o aquecimento global e de proteção da biodiversidade”, dizia o texto, conforme noticiou o jornal Valor Econômico. Segundo análise do veículo, ainda que a emenda não tenha poder de vetar, em termos práticos, “a necessidade de garantias adicionais pelo governo Bolsonaro na área ambiental será essencial para que os europeus decidam se movimentar para ratificar ou não o acordo birregional”. Em setembro, o vice-presidente Hamilton Mourão recebeu uma carta assinada por embaixadores de oito países europeus — Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda, Noruega, Dinamarca e Bélgica — que critica a política ambiental do governo e sinaliza o afastamento de investidores e empresas do país como resposta à crise ambiental brasileira.

Preocupados com desmatamento, investidores internacionais mandam carta aberta à embaixadas brasileiras

Documento menciona fala de Salles sobre “ir passando a boiada”

Crédito: Eduardo Frederiksen/iStock

23 jun 20

Preocupados com desmatamento, investidores internacionais mandam carta aberta à embaixadas brasileiras

Um grupo internacional de investidores, responsável por cerca de R$ 20 trilhões em fundos, enviou uma carta aberta às embaixadas brasileiras nos Estados Unidos, Japão, Noruega, Suécia, Dinamarca, Reino Unido, França e Holanda. O documento apresenta preocupação frente ao aumento do desmatamento no Brasil e à postura do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A carta  cita a fala do ministro Salles em reunião ministerial no dia 22 de abril, quando ele sugeriu aproveitar a atenção da imprensa voltada à pandemia para “ir passando a boiada”. 

Segundo matéria do G1, o grupo de investidores quer contribuir com a conciliação entre desenvolvimento da economia e a proteção do meio ambiente e, por isso, pede “que o governo brasileiro demonstre claro comprometimento em eliminar o desmatamento e proteger os direitos dos povos indígenas”.

Macron e Bolsonaro entram em conflito por queimadas na Amazônia

22/09/2019

Crédito: Twitter/Reprodução

26 ago 19

Macron e Bolsonaro entram em conflito por queimadas na Amazônia

O presidente francês, Emannuel Macron, usou o Twitter no dia 22 de agosto para discutir a destruição da Amazônia, que chamou de crise internacional. Ele convocou a Cúpula do G7 a discutir o tema e postou uma foto da floresta e disse que ela é o “pulmão do mundo” e produz 20% do oxigênio do mundo, uma informação imprecisa. Os comentários vieram após o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, tuitar dizendo, após os incêndios massivos, que a Amazônia precisa ser protegida.

 

O presidente Jair Bolsonaro não gostou dos comentários e foi às redes sociais. Ele acusou o francês de sensacionalismo, de se intrometer num assunto brasileiro e de usar uma foto falsa.

 

No dia 23, Macron chamou Bolsonaro de “mentiroso” e de não honrar os compromissos feitos em Osaka, no Japão, na Cúpula do G20, em junho. O governante francês disse que, sob tais condições, a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia estava sob risco. Bolsonaro retrucou no Twitter que lamentava um chefe-de-estado chamar outro presidente de mentiroso e que não havia sido o Brasil que usou fotos antigas para despertar ódio contra o Brasil.

 

No encontro do G7, em 27 de maio, Macron afirmou querer uma reunião para falar dos incêndios da Amazônia. Bolsonaro respondeu defendendo a soberania brasileira para lidar com o caso e disse que os incêndios “acontecem em todo o mundo” e não podem ser utilizados para sanções internacionais.

 

As provocações tiveram uma escalada quando Bolsonaro, no Facebook, reagiu com risadas à publicação de um apoiador comparando as idades e aparências das primeiras damas, sugerindo que Macron estaria com inveja. Movimentos feministas de ambos os países reagiram.

 

O G7 anunciou apoio para combater o fogo na Amazônia, tanto no Brasil quanto em outros países da América do Sul, no dia 25. Bolsonaro disse que isso foi uma vitória contra a “crise” alegada por Macron.

 

No dia 26, durante uma coletiva de imprensa, o presidente respondeu ao comentário sobre sua mulher dizendo que Bolsonaro é “extremamente desrespeitoso”. Ele também declarou amizade ao povo brasileiro e disse esperar que em breve o país tenha um presidente à altura do cargo.

 

No Twitter, Bolsonaro escreveu que o Brasil não pode aceitar ataques gratuitos contra a Amazônia por parte de Macron mesmo que estes ataques estejam disfarçado de uma aliança para “salvar a Amazônia, como se nós fossemos uma colônia ou terra de ninguém”, disse.

Macron freia aprovação de tratado UE-Mercosul

França quer que Brasil reconheça Acordo de Paris

Crédito: World Economic Forum/Sikarin Thanachaiary/via CC BY-NC-SA 2.0

2 jul 19

Macron freia aprovação de tratado UE-Mercosul

Após aceitar os termos gerais do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o governo francês alertou que levará bastante tempo até o parlamento francês ratificar o tratado. Em Osaka, na cúpula do G20, o presidente Macron disse que suas demandas foram incluídas no documento – como o reconhecimento explícito do Brasil do Acordo de Paris, respeito às normativas ambientais e salvaguardas aos fazendeiros franceses. No entanto, falando sobre Bolsonaro, oficiais e delegados franceses deixaram claro que o tratado só ganhará vida se o governo brasileiro cumprir os seus compromissos.

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