Filtro
  • Agro
  • Água & Saneamento
  • Desinformação
  • Exploração & Controle
  • Florestas & Uso do Solo
  • Geopolítica
  • Pesquisa
  • Petróleo
  • Povos Indígenas & Comunidades Tradicionais
  • Sociedade Civil
  • Violência
  • Atores
STF suspende lei de Roraima que libera garimpo sem exigir estudo prévio e com uso de mercúrio

Projeto de lei havia sido aprovado às pressas por parlamentares do estado

Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado/via CC BY 2.0

20 fev 21

STF suspende lei de Roraima que libera garimpo sem exigir estudo prévio e com uso de mercúrio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão da Lei 1.453/2021, que libera a atividade garimpeira em Roraima com uso de mercúrio e sem avaliação de impacto ambiental. Após ser aprovado pela Câmara estadual em janeiro, o projeto foi sancionado pouco tempo depois, em 8 de fevereiro. 

A decisão de Moraes foi tomada em ação ajuizada pela Rede Sustentabilidade (ADI 6672) que denuncia a inconstitucionalidade da medida, ao contrariar o modelo federal, que admite o licenciamento simplificado apenas para atividades de baixo impacto, e ferir o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (Art. 225). O partido também mencionou a manifestação de dezenas de organizações indígenas contra o projeto, incluindo o Conselho Indígena de Roraima (CRI), que acompanha a medida desde sua apresentação.

Petrobras assume blocos de exploração de petróleo no Rio Amazonas

Áreas foram leiloadas em 2013 e estavam sob domínio de multinacional francesa

Crédito: @ANDREBANIWA/Twitter

10 fev 21

Petrobras assume blocos de exploração de petróleo no Rio Amazonas

Antes sob responsabilidade da francesa Total, a Petrobrás agora assume cinco blocos de petróleo localizados na foz do Rio Amazonas, com autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme consta no Diário Oficial da União.  

A empresa decidiu pela transferência em função da dificuldade com o processo de licenciamento ambiental dos blocos, situados “em uma das áreas mais sensíveis da região e extrema riqueza ambiental”, diz matéria d’O Estado de São Paulo.  A Total arrematou os blocos em um leilão realizado em 2013 e nunca chegou a receber a licença para a exploração. Em 2018, pela quarta vez, o Ibama negou o pedido da empresa para a perfuração na bacia. Com a Petrobrás assumindo, ambientalistas temem que haja maior pressão para a liberação dos blocos. 

Garimpo ilegal polui cachoeiras na Terra Indígena Raposa Serra do Sol

Imagem de água turva com rejeitos da mineração, atribuída à cachoeira Sete Quedas

Crédito: @karibuxi/ Reprodução/Twitter

9 fev 21

Garimpo ilegal polui cachoeiras na Terra Indígena Raposa Serra do Sol

Indígenas da TI Raposa Serra do Sol seguem em luta em defesa de sua terra. Após uma década da retirada de arrozeiros da região, o território sofre com o avanço do garimpo ilegal. Conforme apurou a Folha de S. Paulo, registros do final de janeiro mostram o estado crítico das cachoeiras Sete Quedas e Urucá, próximas ao município de Uiramutã, poluídas por rejeitos da atividade mineradora.  

A TI está próxima do 6º Pelotão de Fronteira do Exército e, apesar da Operação Verde Brasil 2, que incumbiu aos militares o combate aos crimes ambientais, os infratores seguem impunes. “Já denunciamos, chamamos para assembleia, fizemos documento, mapa, entregamos fotografia, mas até agora nada”, declarou ao jornal o vice-coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Edinho Batista de Souza.  

Como agravante, a liderança cita o incentivo declarado do presidente Jair Bolsonaro à mineração em terras indígenas – à exemplo do PL 191/2020, que aguarda votação na Câmara –  e o projeto de lei 201/2020, do governo de Roraima, que libera a atividade garimpeira no estado “sem estudo prévio”.

Ibama cede à pressão e Belo Monte volta a liberar vazão mínima para Rio Xingu

Ordem de aumento da vazão visava mitigar impactos ambientais

Crédito: Governo Federal/PAC/via O eco

8 fev 21

Ibama cede à pressão e Belo Monte volta a liberar vazão mínima para Rio Xingu

Após um jogo de forças entre acionistas da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ibama, a Norte Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, poderá voltar a liberar um menor volume de água de seu reservatório para o trecho conhecido como Volta Grande do Xingu, no Pará, segundo O Estado de S. Paulo. Pressionado, o órgão regulador não manteve a decisão, em vigor até 10 de fevereiro, que obrigou a hidrelétrica a aumentar provisoriamente a quantidade de água destinada ao Rio Xingu, visando mitigar os impactos ambientais e sobre as populações ribeirinhas causadas pela usina na região. 

A diferença entre a nova vazão acordada e a antes exigida pelo Ibama é grande: em março, a usina fará 4 mil metros cúbicos por segundo; a autarquia pedia 14.200 m³/s. O motivo é a já notória informação de que “não há condições de manter a vida no rio”, como diz a matéria, com a adoção do hidrograma defendido pela Norte Energia.  

Um Termo de Compromisso Ambiental foi firmado com a Norte Energia, no qual a empresa se compromete a implementar 15 novas medidas de compensação ambiental, fiscalização e apoio à população local – um investimento de R$ 157,5, ao longo de três anos. O texto também exige que a concessionária apresente, até 31 de dezembro de 2021, estudos complementares sobre a vazão e a qualidade ambiental do rio.

Após a notícia, o Ministério Público Federal do Pará solicitou ao Ibama dados técnicos que embasem o que chamou de “mudança repentina” sobre a vazão da usina. Segundo nota do MPF, o órgão quer respostas sobre “a escolha técnica pela adoção de medidas de mitigação em vez da adoção de medidas de prevenção dos impactos, tal como aquelas já adotadas pelo Ibama, com a definição de vazão média mais elevadas para o Trecho de Vazão Reduzida”.

Governo Bolsonaro libera uso de mais 56 agrotóxicos; são 935 em dois anos

Administração federal já liberou 32% dos agrotóxicos disponíveis no Brasil


Crédito: Vinícius Mendonça/Ibama/via CC BY-SA 2.0

11 jan 21

Governo Bolsonaro libera uso de mais 56 agrotóxicos; são 935 em dois anos

O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União a liberação de 56 novos agrotóxicos  – 51 genéricos e 5 inéditos –, referentes aos últimos registros autorizados em 2020, segundo levantamento feito pelo G1. Desses, a maior parte, 37, são pesticidas químicos e apenas 19 biológicos, que podem ser usados em lavouras comerciais e na produção de alimentos orgânicos, por exemplo.

Desde o início do mandato, o governo Bolsonaro tem batido recordes do número de agrotóxicos liberados. Em 2020 foram 461 novos registros, apenas um pouco atrás da marca histórica de 474, atingida em 2019, segundo a reportagem.

Desmatamento da Amazônia esvazia reservatório de água de SP

Estiagem é causada por destruição sistemática da Amazônia, aponta especialista

Crédito: Lucas Landau/Greenpeace

4 jan 21

Desmatamento da Amazônia esvazia reservatório de água de SP

Desde outubro de 2020, o Sistema Cantareira, um dos maiores reservatórios de água do país e principal responsável pelo abastecimento da região metropolitana do estado de São Paulo, está com um índice de armazenamento em 35,6%, o menor volume já registrado desde dezembro de 2013, período que antecedeu um dos pontos altos da crônica crise hídrica brasileira. Segundo cientistas, a falta de chuvas ao longo do ano, apontada como principal causa do baixo índice, está diretamente ligada ao desmatamento da Amazônia.


Essa relação de causa e efeito já havia sido explicada pelo Inpe no relatório “O futuro climático da Amazônia” (2014). O estudo demonstra que a retirada da vegetação pode causar o declínio dos ventos carregados de umidade que vem do oceano para o continente. O geólogo Pedro Côrtes explicou o fenômeno. “Você tira árvores de raízes longas e troca por capim, de raízes curtas, que não tem a capacidade de drenagem para atingir os aquíferos profundos da região [amazônica]”.  O resultado é a redução da umidade da atmosfera, enquanto os ventos continuam soprando [para o sul], mas cada vez mais secos”.

Côrtes também pontuou que outros reservatórios importantes no país enfrentam o mesmo problema, além de frisar que se trata de uma questão histórica. “Esse modelo de desmatamento na Amazônia está completando 50 anos, começou na década de 70, com a [rodovia] Transamazônica, e já não há mais justificativa para sua manutenção. Há trabalhos científicos do final dos anos 1980 que já alertavam que poderia gerar impactos ambientais, inclusive com redução do volume de chuvas. Hoje, estamos colhendo as consequências”.

Acionistas querem derrubar decisão do Ibama que aumenta vazão de Belo Monte

Medida, motivada por preocupações sociais e ambientais, poderá prejudicar lucros

Crédito: Marcos Corrêa/PR/via Fotos públicas

15 dez 20

Acionistas querem derrubar decisão do Ibama que aumenta vazão de Belo Monte

Acionistas da Usina Hidrelétrica de Belo Monte tentam apoio do governo federal para reverter a decisão do Ibama que obriga a Norte Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, a liberar um maior volume de água de seu reservatório para o trecho conhecido como Volta Grande do Xingu, no Pará. Válida, por ora, até o final de 2020, a decisão  visa mitigar os impactos ambientais e sobre as populações ribeirinhas causadas pela hidrelétrica na região, assolada por uma seca histórica esse ano. Segundo a agência Reuters, os sócios – que temem que a medida seja estendida para 2021 – já se reuniram com o Ministério de Minas e Energia e há uma expectativa de que o governo contribua nas negociações dada a participação da estatal Eletrobrás no projeto.

Enquanto os empresários alegam que a decisão pode comprometer gravemente a geração de energia da hidrelétrica, a Norte Energia teve seu pedido de revogação do novo hidrograma negado pela Justiça Federal, sob a justificativa de que o Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental de Belo Monte, apontou “piora nas condições ambientais da área” em função da vazão reduzida, o que “leva à possibilidade de alteração das condicionantes constantes da licença de operação”.

O aumento definitivo do fluxo de água liberado pela hidrelétrica ainda está em aberto. A Reuters informou, em reportagem que dá sequência ao caso, que o Ibama irá concluir a análise de estudos complementares sobre os impactos de Belo Monte entregues pela Norte Energia.

Comunidades quilombolas sofrem com apagão no Amapá

População sofre com falta de água, comida e acesso ao sistema de saúde

Crédito: Conaq/Divulgação

19 nov 20

Comunidades quilombolas sofrem com apagão no Amapá

Desde o início do mês, o estado do Amapá vive um apagão do fornecimento de energia elétrica que atinge 13 dos 16 municípios do estado, agravando a situação de vulnerabilidade das 258 comunidades quilombolas identificadas no estado, segundo número estimado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). “Se já está ruim na cidade, pior está na comunidade. Tem gente passando fome, tem gente que está doente, tem gente que não consegue tomar água (potável) são várias situações adversas“, relatou a Coordenadora Nacional da Conaq, Núbia Cristina, ao site da organização. 

Afastados dos centros urbanos, os quilombolas têm sofrido  com o corte de fornecimento hídrico – sem energia, não há bombeamento de água – e a consequente contaminação pelo consumo de água não-potável, retirada de poços artesianos e rios, conforme relato de moradores para o Jornal de Brasília. O armazenamento de comida também foi comprometido, estragando carnes e outros itens, e o apagão tem dificultado a compra de alimentos com os comerciantes locais, com os preços cada vez mais altos.

O apagão também tem agravado a pandemia da Covid-19 entre a população quilombola. Sem acesso às ambulâncias, que não chegam aos territórios quilombolas, a comunidade tem se mobilizado por conta própria para o transporte de contaminados aos centros de saúde, sem qualquer tipo de proteção.

A situação crítica vivida nas comunidades também vitimou uma importante liderança local, presidente da Associação dos Quilombos de São Francisco de Matapí. Sérgio Clei de Almeida, de 50 anos, morreu eletrocutado, dia 18 de novembro, ao tentar restabelecer o fornecimento de energia elétrica para a comunidade de Torrão do Matapí.

Após Belo Monte, seca histórica no Xingu atinge Altamira (PA)

Baixa no rio Xingu pode ter sido causada pela usina de Belo Monte

Crédito: JL1 – TV Liberal/Reprodução

27 out 20

Após Belo Monte, seca histórica no Xingu atinge Altamira (PA)

O trecho do rio Xingu na cidade de Altamira (PA), que faz parte do reservatório principal da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, vive “uma das maiores secas das últimas cinco décadas”, segundo o portal local A Voz do Xingu. Na região, conhecida como Volta Grande do Xingu, moradores enfrentam dificuldades na pesca e locomoção em função da redução do do volume de água e dos bancos de areia que se formaram no leito do rio. “Acabou os peixes, não tem como pescar, secou muito depois da construção dessa usina aí, de Belo Monte”, disse o pescador Manoel da Silva. A matéria também afirma que mesmo os que seguiram para a lavoura como alternativa à pesca não estão conseguindo escoar a produção, pois se encontram praticamente isolados. Uma reportagem da TV Liberal, afiliada da Globo no Pará, mostrou a orla da cidade com embarcações encalhadas e o encontro do igarapé Altamira com o rio Xingu, no qual a navegação está inviável pela falta de água.

Ministro Salles anula despacho que anistia desmatadores da Mata Atlântica

Decisão veio após pressão do MPF e ambientalistas

Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado/CC BY 2.0

4 jun 20

Ministro Salles anula despacho que anistia desmatadores da Mata Atlântica

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles anulou seu próprio despacho  4.410/2020, de 6 de abril, que reconhecia como áreas consolidadas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) desmatadas da Mata Atlântica, permitido o retorno da produção nesses locais. O ministro voltou atrás após forte pressão da justiça e da sociedade civil. Em 5 de maio, o Ministério Público Federal apresentou à Justiça do Distrito Federal um pedido de anulação do despacho em função de sua ilegalidade, já que a proposta de Salles negava a vigência da Lei da Mata Atlântica e colocava em risco o bioma, considerado por ambientalistas o mais ameaçado do Brasil.

MPF pede anulação de despacho que anistia desmatadores da Mata Atlântica

Despacho de Salles fere Lei da Mata Atlântica

Crédito: Welington Pedro de Oliveira/Fotos Públicas

6 maio 20

MPF pede anulação de despacho que anistia desmatadores da Mata Atlântica

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça do Distrito Federal a anulação do despacho 4.410/2020, emitido pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles em 6 de abril de 2020, que reconhece como áreas consolidadas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) desmatadas da Mata Atlântica até 2008, permitido o retorno da produção nesses locais. O despacho usa o Código Florestal, uma lei geral, para ferir a Lei da Mata Atlântica, uma lei especial, segundo a qual não existe a possibilidade de consolidação de ocupação das Áreas de Preservação Permanente. Também assinam a ação a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa) e a ONG SOS Mata Atlântica.

Ministro do Meio Ambiente anistia desmatadores da Mata Atlântica

Ambientalistas apontam insegurança jurídica em medida de Salles

Crédito: Palácio do Planalto/Carolina Antunes/PR/CC BY 2.0

6 abr 20

Ministro do Meio Ambiente anistia desmatadores da Mata Atlântica

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, assinou o despacho 4.410/2020, implementando um parecer da Advocacia Geral da União (AGU), que reconhece como áreas consolidadas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) desmatadas da Mata Atlântica, permitido o retorno da produção nesses locais. A medida atende a uma demanda antiga das entidades ruralistas e dá anistia a proprietários rurais que destruíram áreas importantes do bioma ocupadas até julho de 2008. O despacho usa o Código Florestal, uma lei geral, para ferir a Lei da Mata Atlântica, uma lei especial que não permite a consolidação de ocupação das Áreas de Preservação Permanente. A coalizão Observatório do Clima publicou uma nota técnica na qual sugere que “organizações dedicadas à proteção do bioma questionem [a decisão] na esfera judicial” 

Mario Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, em entrevista à Folha de S. Paulo, aponta que Salles “traz um problema não só para a floresta, mas para o setor agrícola, que vai ter mais uma pressão dizendo que é o setor que quer destruir a floresta”. O promotor de Justiça do Centro de Apoio da Proteção do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Paraná, Alexandre Gaio, reforçou que o decreto traz, além de insegurança jurídica, grande risco à segurança hídrica da região, uma vez que os desmatadores não precisarão recuperar, a partir do Programa de Regularização Ambiental, a vegetação de margens de rios, por exemplo.

Seca gera emergência climática no Sul do Brasil

Estiagem no estado do Rio Grande do Sul (RS)

Crédito: Divulgação/Defesa Civil do RS

3 abr 20

Seca gera emergência climática no Sul do Brasil

Desde agosto de 2019, os três estados do Sul do Brasil, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, enfrentam forte período de seca, gerando impactos sociais e econômicos. Em março deste ano, o volume de chuvas no Rio Grande do Sul foi de 28 mm — um quarto da média histórica — e 299 municípios decretaram situação de emergência. Em Santa Catarina, o índice de chuvas ficou 550mm abaixo da média histórica. No Paraná, a vazão das cataratas do Iguaçu, está cinco vezes menor do que o normal. Os impactos nas safras de milho, frutas, arroz e soja têm sido significativos, com perdas de 20% a 35% das colheitas. Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), afirma que a seca na região está diretamente ligada ao aquecimento global.

Chuvas e secas em São Paulo (SP) estão mais intensas

Climatologistas dizem que padrão deve se agravar

Crédito: BertonhaFB/iStock

4 mar 20

Chuvas e secas em São Paulo (SP) estão mais intensas

Uma análise feita pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que o clima de São Paulo (SP) está 3ºC graus mais quente quando comparado aos anos 1960. Além disso, as chuvas estão mais intensas e os períodos de seca também, de acordo com dados do  Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Até os anos 1980, a cidade passou por um evento com mais de 100 mm de precipitação em um dia. Apenas na década de 2010, foram seis. As secas mais longas, de 12 dias nos anos 1960, foram para 51 dias secos, em 2012. O período seco foi um dos causadores da crise hídrica de 2014, que deixou a cidade praticamente sem água.

Climatologistas apontam que esse deve ser o padrão para os próximos anos e que ele deve se agravar. Segundo os cientistas, as mudanças podem estar relacionadas ao aquecimento global e à mudança climática, assim como a questões relativas à urbanização. A cidade, com mais de 12 milhões de habitantes, também deverá enfrentar os problemas de saúde decorrentes do clima mais extremo, como aumento de mosquitos, problemas respiratórios e cardíacos.

Chuvas torrenciais no Sudeste apontam para efeitos da mudança climática

Inpe fala em “alteração do ciclo hidrológico” brasileiro

Crédito: Ranimiro Lotufo Neto/iStock

13 fev 20

Chuvas torrenciais no Sudeste apontam para efeitos da mudança climática

Desde o início de janeiro, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santos e Minas Gerais foram castigados por chuvas torrenciais. Em 9 de fevereiro, choveu o equivalente a 42% do esperado para o mês. Apenas em Minas Gerais, 100 cidades ficaram em estado de alerta, 59 pessoas morreram e 45 mil foram desalojadas.

Segundo Paulo Nobre, coordenador do Modelo Brasileiro de Sistema Terrestre (BESM), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as chuvas não foram episódicas e apontam para efeitos das mudanças climáticas. “No Brasil, a alteração do ciclo hidrológico está acontecendo agora. Não é uma coisa para 2100”, disse, em entrevista concedida à National Geographic Brasil.

Caso nada seja feito, Nobre acredita que as regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste sofrerão redução de chuvas e estiagens mais longas, o que pode aumentar o número de queimadas. “No Sul e no Sudeste, a tendência dos biomas ali representados é que também ocorram secas mais extremas e duradouras, intercaladas por períodos muito chuvosos”, projeta.

“Cocô dia sim, dia não”

Bolsonaro havia sido perguntado sobre crescimento sustentável

Crédito: Jornal da Globo/Reprodução

9 ago 19

“Cocô dia sim, dia não”

Em uma coletiva de imprensa enquanto saia do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), o presidente Jair Bolsonaro causou comoção nas redes sociais ao responder, de maneira rude, uma questão sobre economia e ambiente feita por um jornalista. Ao ser perguntado de que forma é possível ter crescimento sustentável, Bolsonaro respondeu: “É só você deixar de comer menos um pouquinho. Quando se fala em poluição ambiental, é só você fazer cocô dia sim, dia não que melhora bastante a nossa vida também, está certo?”.

262 novos agrotóxicos aprovados pelo governo em seis meses

Liberação de agrotóxicos segue em ritmo acelerado

Crédito: Fernando Frazão/ Agência Brasil/via Fotos Públicas

31 jul 19

262 novos agrotóxicos aprovados pelo governo em seis meses

Desde que assumiu o cargo, em janeiro, o presidente Bolsonaro acelerou a liberação de 262 novos pesticidas e agrotóxicos, uma velocidade sem precedentes. Aproximadamente um terço dos produtos aprovados contém substâncias proibidas pela União Europeia (UE), incluindo o acefato e a atrazina que são banidas da UE há mais de 15 anos.

O governo também mudou o sistema classificatório usado para toxicidade, adotando o padrão GHS, qualificado por ONGs e especialistas como mais lenientes do que os padrões antes utilizados. No dia 24, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o novo marco regulatório para a avaliação de risco de agrotóxicos. A medida muda a forma como as embalagens apresentam os riscos do uso de produtos.

A instituição diz que o critério segue um padrão “internacional” mas admite que produtos muito tóxicos poderão ter uma classificação “mais branda”. Como agora existem seis categorias, ao invés de quatro, será mais difícil um produto ter a classificação de “extremamente tóxico”. As embalagens terão menos imagens de “caveiras” e mais textos informativos. Entidades criticam a medida dizendo que poderá levar mais risco ao trabalhador rural com baixo grau de letramento.

Bolsonaro não quer “atrapalhar quem quer produzir” no campo

Presidente participa do lançamento do projeto Juntos pelo Araguaia, em Aragarças (GO).

Crédito: Alan Santos/PR/via Agência Brasil

5 jun 19

Bolsonaro não quer “atrapalhar quem quer produzir” no campo

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o presidente Bolsonaro escolheu participar da cerimônia de inauguração de um consórcio entre os estados de Goiás e Mato Grosso para financiar e implementar a revitalização da Bacia do Rio Araguaia, na região central do país. 

Durante seu discurso na cerimônia, o presidente disse que o projeto era uma prova de que o Brasil se preocupa com o meio ambiente e que sua missão primordial era de “não ficar no caminho de quem quer produzir”. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que também participou da cerimônia, aproveitou o momento para louvar o setor agropecuário e afirmou que ele é um exemplo global de como produzir em larga escala, com qualidade e respeito à natureza. Salles voltou a acusar organizações internacionais de outros países de tentar “ditar como o Brasil deve cuidar do meio ambiente”.

Explosão de aprovação de agrotóxicos

Mais de novos 100 agrotóxicos já foram liberados pelo governo Bolsonaro

Crédito: fotokostic/iStock

9 abr 19

Explosão de aprovação de agrotóxicos

Durante uma audiência pública com comissões especializadas no Congresso Nacional, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, detalhou seus planos para liberar o uso de dezenas de novos agrotóxicos no Brasil. Ela destacou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) simplificou o processo de aprovação e que acelerar as autorizações de novos produtos iria acabar com o contrabando e uso sem controle dos produtos. 

 

Cristina também qualificou de “desinformação” os estudos científicos que apontavam os riscos para a saúde e para o meio ambiente dos novos produtos aprovados. Nos primeiros cem dias do governo Bolsonaro, 152 novos agrotóxicos foram aprovados oficialmente por agências agropecuárias e sanitárias.

No dia seguinte, 31 novos produtos foram aprovados, 16 deles classificados como “altamente tóxicos” pela autoridades sanitárias. Ela se referiu aos agrotóxicos como “remédios para plantas” e declarou que a maior parte dos casos de contaminação aconteceu por responsabilidade individual no manejo equivocado dos produtos. Para exemplificar seu ponto, ela disse que muitas vezes agricultores fumam cigarro enquanto aplicam e acabam ingerindo acidentalmente.

ANA sob ameaça

Agência Nacional de Águas passará a ser gerida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

2 jan 19

20 notícias na linha do tempo

Olá :)

Sinal de Fumaça é uma linha do tempo sobre a crise socioambiental brasileira.

Toda segunda-feira, atualizamos as notícias na linha do tempo.

Agradecemos a visita.
Volte sempre e acompanhe nosso monitoramento semanal.

Filtro
Filtros

Escolha datas, palavras-chave e personagens para montar sua linha do tempo

Assine a newsletter

Faça seu cadastro e receba nossos conteúdos especiais por email.

Link copiado com sucesso!