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Mais de dois anos depois, PF prende suspeito de matar Ari Uru-Eu-Wau-Wau

Mobilização indígena em protesto realizado em Porto Velho (RO)

Crédito: Reprodução/G1

14 jul 22

Mais de dois anos depois, PF prende suspeito de matar Ari Uru-Eu-Wau-Wau

A Polícia Federal prendeu um homem suspeito de matar o guardião da floresta Ari Uru-Eu-Wau-Wau, 34, encontrado morto com marcas de espancamento em 18 de abril de 2020, no distrito de Jaru, em Rondônia.

Entidades indígenas do estado, que há mais de dois anos cobram por respostas ao crime, repercutiram a notícia. Em nota, a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e a Associação do Povo Indígena Uru-Eu-Wau-Wau – Jupaú cobraram pela identidade do suspeito, que não foi revelada, assim como a motivação da morte. “Seguiremos acompanhando o caso até a efetiva punição com os rigores da lei dos envolvidos na morte de nosso parente e a saída dos milhares de invasores da Terra Indígena Uru-eu-wau-wau”, diz o texto.

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Amazônia sofre recorde histórico de desmatamento para o mês de junho

Especialistas preveem aumento da devastação em 2022

Crédito: Christian Braga/Greenpeace

11 jul 22

Amazônia sofre recorde histórico de desmatamento para o mês de junho

Em junho, a Amazônia registrou a maior taxa de alertas de desmatamento para o mês desde o início da série de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2015. Segundo dados do Deter, programa de monitoramento da instituição, foram 1.120 km² de floresta desmatados, um aumento de 5,5% em relação ao desmatamento de junho de 2021 e 7,4% maior ao de junho de 2020.

O total de desmatamento no semestre também foi recorde. Nos seis primeiros meses do ano, quatro registraram taxas históricas de devastação: janeiro (430,44 km2), fevereiro (198,67 km2), abril (1.1026,35 km2) e junho.

Para especialistas, os números devem continuar subindo ao longo do ano.

“Os alertas de desmatamento de 2022 demonstram que a impunidade continua sendo a maior vetor de pressão contra a floresta e seus povos. Em um ano de eleição isso se torna ainda mais preocupante, pois os esforços de fiscalização normalmente diminuem e a sensação de impunidade aumenta, deixando os desmatadores mais à vontade para avançar sobre a floresta”, declarou Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e especialista em fogo na Amazônia.

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Barões do garimpo movimentam até R$ 16 bilhões em dois anos

Investigações revelam ligação entre garimpo ilegal e crime organizado

Crédito: Divulgação/PF

10 jul 22

Barões do garimpo movimentam até R$ 16 bilhões em dois anos

A Polícia Federal deflagrou três operações simultâneas contra o garimpo ilegal no país. Foram cumpridos sessenta mandados de busca e apreensão, em sete estados, e bloqueados R$ 3 bilhões em bens e dinheiro. Conforme reportagem do programa Fantástico, da Globo, a investigação teve início em Jundiaí, interior de São Paulo, tendo como alvo uma pista de pouso que atendia ao tráfico de drogas e  ao transporte de ouro.

Cinco pessoas foram presas acusadas de usurpação de bens da união, organização criminosa, lavagem de dinheiro, crime ambiental e grilagem de terra pública. Entre elas está Márcio Macedo Sobrinho, sócio da mineradora Gana Gold, atual M.M Gold, responsável por um garimpo ilegal flagrado pela PF em uma unidade de conservação em Itaituba, no Pará. A Polícia estima que empresas ligadas a Sobrinho tenham movimentado R$ 16 bilhões entre 2019 e 2021.

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Dom e Bruno: PF prende possível mandante e juíza envia caso para Justiça Federal

Suspeitos foram encaminhados para Manaus

Crédito: Divulgação/Polícia Federal

9 jul 22

Dom e Bruno: PF prende possível mandante e juíza envia caso para Justiça Federal

A Polícia Federal anunciou a prisão do peruano Rubens Villar Coelho, conhecido como “Colômbia”, suspeito de ser mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. Conhecido na região do Vale do Javari (AM) pelo envolvimento com a pesca ilegal e com o tráfico de drogas, Coelho foi detido em flagrante em Tabatinga (AM) usando documentos e teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal do Amazonas.

Os outros três suspeitos de envolvimento no duplo homicídio até agora, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, Oseney da Costa Oliveira, o “Dos Santos”, e Jefferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, também tiveram prisão preventiva decretada.

Atendendo a um pedido do Ministério Público do Amazonas, a juíza responsável pelo processo, Jacinta Silva dos Santos, enviou o caso  para a Justiça Federal após concluir que a motivação do crime estaria relacionada aos direitos indígenas, tema de competência federal.

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Amazônia registra maior número de incêndios em junho dos últimos 15 anos

Imagem de satélite registra os focos de incêndio durante estação da seca em 2019.

Crédito: NASA via Wikimedia Commons

1 jul 22

Amazônia registra maior número de incêndios em junho dos últimos 15 anos

O Programa Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 2562 focos de incêndios na Amazônia no mês de junho. A cifra é a maior em quinze anos e confirma duas tendências: a de que todo mês de junho bateu recorde com Bolsonaro e a de que, diante do ano eleitoral, criminosos ambientais estão aproveitando da leniência da política ambiental de Bolsonaro para realizar queimadas.

O aumento, comparada à maio, foi de 11%. O bioma entra agora na estação das queimadas, que vai de julho até outubro. Todo ano, mais de 120 mil pessoas são hospitalizadas na região por problemas respiratórios durante a temporada.

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Indígenas e servidores realizam paralisação nacional e protestos em todo país

Protestos demandam justiça para Dom e Bruno, saída de presidente da Funai e demarcação de terras

Crédito: Gabriela Moncau/via Brasil de Fato

23 jun 22

Indígenas e servidores realizam paralisação nacional e protestos em todo país

Após a Polícia Federal conformar o assassinato de indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, protestos de servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) tomaram o país. Das 52 unidades da autarquia, 42 sediaram manifestações durante a greve nacional da categoria. O grupo pede a saída do presidente da Funai, Marcelo Xavier, o aprofundamento da investigação da morte de Bruno e Dom e mais segurança no Vale do Javari (AM), onde ocorreu o crime.

No mesmo dia e em aliança com o movimento dos servidores, o movimento indígena ocupou as ruas de São Paulo e Brasília em protesto pelo adiamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da votação do processo sobre o marco temporal. O julgamento estava previsto para ser retomado  na data, mas o ministro  Luiz Fux, presidente do STF, anunciou a retirada do processo da pauta.

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Noruega afirma que retomará pagamentos de fundos de proteção à Amazônia caso Bolsonaro não seja reeleito

Dos R$ 3,4 bilhões já doados ao fundo, 94% são provenientes da Noruega

Foto: Felipe Werneck/Ibama

22 jun 22

Noruega afirma que retomará pagamentos de fundos de proteção à Amazônia caso Bolsonaro não seja reeleito

Em entrevista à agência Reuters, o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Espen Barth Eide, declarou que o país está disposto a retomar as doações ao Fundo Amazônia caso haja troca de governo nas eleições de outubro no Brasil. “Se for como mostram as pesquisas e houver uma mudança [de governo] no Brasil, temos grandes esperanças de que possamos retomar rapidamente uma parceria boa e ativa”, disse.

O fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é destinado a ações de prevenção e combate ao desmatamento no bioma e tem como principal doador a Noruega, além de contar com a contribuição da Alemanha. Em agosto de 2019, os dois países interromperam as doações após uma série de ataques públicos do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aos mecanismos de governança da iniciativa, somados às crescentes taxas de desmatamento na Amazônia.

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Corpos de jornalista inglês e indigenista são encontrados pelas equipes de busca

Lentidão da Polícia Federal foi alvo de críticas por parte da sociedade civil

Crédito: Reprodução/Polícia Federal

17 jun 22

Corpos de jornalista inglês e indigenista são encontrados pelas equipes de busca

Com participação ativa dos indígenas nas buscas, a Polícia Federal (PF) confirmou que os restos mortais encontrados no dia 15 de junho são do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, desaparecidos desde o dia 5 na região do Vale do Javari, na Amazônia.

Até o momento, três suspeitos estão presos: Amarildo da Costa Pereira, conhecido como Pelado, Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. Pelado foi o único a confessar o crime. Em nota, a PF a indicou que podem haver mais envolvidos no crime e descartou a possibilidade de um mandante. “As investigações também apontam que os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”, diz o texto.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), responsável pelo início das buscas, repudiou a declaração e afirmou já ter apresentado à PF evidências da atuação de uma organização criminosa na região.  “​​Com esse posicionamento, a PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela UNIVAJA em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021, período de implementação da EVU. Tais documentos apontam a existência de um grupo criminoso organizado atuando nas invasões constantes à Terra Indígena Vale do Javari, do qual Pelado e Do Santo fazem parte”, diz a nota.

O caso tem gerado forte mobilização da sociedade civil e da imprensa internacional, que têm cobrado por esclarecimentos e justiça. Após o reconhecimento de que os os restos mortais encontrados, Brasília, Belém e São Paulo sediaram manifestações em solidariedade a Bruno e Dom.

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Jornalista inglês e indigenista desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia

Região sofre pressão do garimpo ilegal e do narcotráfico

Crédito: TV Globo/Reprodução

6 jun 22

Jornalista inglês e indigenista desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia

O indigenista Bruno Araújo Pereira, da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram no último final de semana no trajeto entre a comunidade ribeirinha São Rafael até Atalaia do Norte, no Vale do Javari, na Amazônia, fronteira com o Peru. Segundo informações da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que mantinha contato com a dupla, Bruno é alvo constante de ameaças por parte de madeireiros, garimpeiros e pescadores da região.

Segundo apuração do Amazônia Real, Bruno e Dom foram vítimas de uma emboscada. Uma fonte indígena ouvida pelo portal relata que “por volta das 4 horas do domingo (5), o indigenista e o jornalista avisaram que iriam conversar com o ribeirinho “Churrasco”, presidente da comunidade São Rafael. Dias antes, eles já haviam cruzado com um outro grupo em uma embarcação de 60 HP, motor considerado incomum para navegar em cursos d’água (furos e igarapés) mais estreitos. Este grupo que cruzou com os indígenas fez questão de mostrar que estava armado e fez intimidações.”, diz a matéria.

A notícia mobilizou diversas organizações indígenas e ambientalistas, que chamaram a atenção para o contexto vulnerável da região e pediram celeridade nas buscas. Informes da região apontam que o governo demorou em tomar ação e mandou equipes insuficientes, negando até o apoio de um helicóptero. O Exército, em nota, disse ter os meios mas “aguardava uma ordem do escalão superior”. As buscas têm sido feitas, em grande medida, por indígenas e pela Univaja.

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Amazônia bate recorde de incêndios; queimadas aumentam 35% no Cerrado

Incêndios no Cerrado são os maiores desde o início das medições.

Crédito: Agência Fapesp

2 jun 22

Amazônia bate recorde de incêndios; queimadas aumentam 35% no Cerrado

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados em 1º de junho mostraram que a devastação ambiental segue crescendo no país. A Amazônia, com 2.287 focos de incêndios florestais, teve o maior número de focos desde 2004 e foi 96% superior ao do ano passado.

No Cerrado, o aumento foi de 35% em relação à maio de 2021, com 3.578 focos, o número mais alto desde 1998, quando as medições começaram. A tendência, segundo especialistas, é piorar, dado que a temporada de fogos mais intensos ainda não chegou. A maior das queimadas, de acordo com estudiosos, é feita pelo setor agrícola.

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STF adia pela terceira vez continuidade da votação do Marco Temporal

Julgamento irá decidir o futuro das demarcações de terras indígenas

Crédito: Reprodução/De Olho nos Ruralistas

2 jun 22

STF adia pela terceira vez continuidade da votação do Marco Temporal

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou novamente a continuação do julgamento do Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas no Brasil, previsto para retornar ao plenário em 23 de junho. A votação teve início em agosto de 2021 e desde então já foi suspensa em duas ocasiões.

A apreciação analisa o Recurso Extraordinário 1017365, sobre a ação de reintegração de posse da Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, que tem a “tese” do marco temporal como premissa, pela qual os povos indígenas só podem reivindicar terras que ocupavam à época da promulgação da Constituição de 88. A decisão do STF sobre o caso será de repercussão geral, ou seja, deverá ser seguida pelo Judiciário para julgar casos semelhantes.

Até o momento, o placar está empatado em 1 a 1. O ministro Edson Fachin, relator do processo,  votou contra o Marco Temporal e defendeu o direito originário dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Já o ministro Nunes Marques, apoiado por Jair Bolsonaro, declarou seu voto a favor, afirmando ser a proposta “que melhor concilia os interesses em jogo”. O presidente tem dito em declarações que não irá respeitar a decisão do STF caso seja desfavorável à tese ruralista.

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UOL

Clima Extremo: Chuvas matam 109 em Pernambuco e deixam 6 mil desabrigados

Crédito: TV Brasil

1 jun 22

Clima Extremo: Chuvas matam 109 em Pernambuco e deixam 6 mil desabrigados

As chuvas torrenciais em Pernambuco entre 25 e 29 de maio causaram, até o momento, 109 mortes e estão sendo consideradas a maior tragédia do estado desde os anos 1960.

A maior parte das mortes foi por soterramento o que, segundo especialistas, poderia ter sido evitado com planejamento e políticas públicas, especialmente de habitação.

“Nós sabemos que existe um déficit habitacional, mas é um déficit que precisa ser executado com a maior rapidez possível, porque, senão, todo ano nós vamos ter esse problema, vamos pensar e ficar na roleta russa. ‘2023 está chegando com as chuvas, quem é que vai morrer agora? Quem é a bola da vez?’. A gente vai ficar nessa ansiedade”, disse o professor Hernande Pereira da Silva, coordenador do Instituto para a Redução de Risco e Desastre de Pernambuco (IRRD).

O desastre climático deixou também mais de 6 mil pessoas desabrigadas.

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Jovem Guarani Kaiowá é assassinado no Mato Grosso do Sul

Indígenas da comunidade Taquaperi ocupam fazenda em protesto

Crédito: Comunidade Taquaperi

24 maio 22

Jovem Guarani Kaiowá é assassinado no Mato Grosso do Sul

No dia 21 de maio, o jovem Guarani Kaiowá de 18 anos, Alex Recarte Vasques Lopes, foi encontrado morto com marcas de 5 disparos em uma região em que indígenas estão sob constante ameaça e pressão do agronegócio.

Em resposta, sua comunidade ocupou uma fazenda na cidade de Coronel Sapucaia (MS). O Ministério Público Federal do Estado não se pronunciou.

Na mesma região e no mesmo final de semana, lideranças Guarani Ñandeva da Terra Indígena (TI) Ivy Katu denunciaram que seu território foi invadido por homens armados e tratores, pressionando para que a área seja cedida para monocultivo de soja.

Fontes:
Mata Atlântica registra alta de 66% no desmatamento em um ano

Em 2021, Brasil tinha apenas 12,4% restante da floresta atlântica original

Crédito: João Burini via Wikimedia Commons

24 maio 22

Mata Atlântica registra alta de 66% no desmatamento em um ano

A Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do mundo, teve 21.642 hectares de floresta desmatados entre 2019 e 2020, segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Do total de 17 estados que têm a mata, quinze tiveram alta. “Fazia muito tempo que não observamos aumento relativo tão alto, havia certa estabilidade”, disse Luis Fernando Guedes Pinto, diretor de conhecimento da SOS Mata Atlântica. “Deveríamos falar em restauração, mas em 2022 estamos falando sobre o aumento do desmatamento”.

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Projeto de mineração ameaça a Serra do Curral, símbolo de Belo Horizonte (MG)

Região a ser explorada abriga grande extensão de Mata Atlântica

Crédito: André Jean Deberdt

23 maio 22

Projeto de mineração ameaça a Serra do Curral, símbolo de Belo Horizonte (MG)

O governo estadual de Minas Gerais concedeu licença ambiental à mineradora Taquaril Mineração S.A. (Tamisa) para construção de um complexo minerário na Serra do Curral, localizada entre os municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará. O projeto irá ocupar uma área de 101,24 hectares, equivalente a 121 campos de futebol.

A prefeitura de Belo Horizonte e o Ministério Público de Minas Gerais entraram com ações na Justiça para reverter a decisão. Ativistas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil lançaram a campanha “Tira o pé da minha Serra”, que pede a instalação da CPI da Serra do Curral para apurar o processo de licitação.

Em matéria sobre o caso, o Ecoa ouviu especialistas sobre como a mineração pode ampliar o desmatamento na região e comprometer o fornecimento de água para a cidade de Belo Horizonte.

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Camponeses são ameaçados por capangas em Anapu (PA)

Dorothy Stang foi assassinada na mesma região

Crédito: CPT Nacional

21 maio 22

Camponeses são ameaçados por capangas em Anapu (PA)

Moradores de uma comunidade rural do município paraense de Anapu têm sido vítimas de ataques de homens encapuzados e armados. Duas casas foram incendiadas. Segundo as famílias, os invasores afirmaram que estavam cumprindo uma ação de reintegração de posse. A polícia foi chamada ao local, negou a informação, porém liberou os acusados.

A comunidade está situada no lote 96 da Gleba Bacajá, região que é alvo de disputa entre grupos de pequenos agricultores e herdeiros do fazendeiro Antônio Borges Peixoto.

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Desmatamento atinge recorde histórico na Amazônia em Abril

Janeiro e fevereiro também registraram taxas inéditas para o período

Crédito: Felipe Werneck/Ibama

11 maio 22

Desmatamento atinge recorde histórico na Amazônia em Abril

Um levantamento realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) indica que o bioma perdeu 1.191 km2 de floresta em abril, a pior taxa dos últimos 15 anos, desde que a organização iniciou o monitoramento via satélites, em 2008. Em relação a 2021, houve um aumento de 54% do desmatamento para o período. A área derrubada equivale a cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o G1, os dados do Imazon confirmam as informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgados no início do mês sobre o período.

No topo lista entre os estados que mais desmataram está o Mato Grosso, pelo quarto mês consecutivo, responsável por 31% do desmatamento na região (372 km²), em segundo lugar, o Amazonas, responsável por 29% (348 km²) e, em terceiro lugar, o Pará, responsável por 20% (243 km²).

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Bolsonaro divulga vídeo em inglês com informações falsas sobre desmatamento no Brasil

Institutos oficiais apontam aumento da devastação ambiental sob Bolsonaro

Crédito: Bruno Kelly/Amazônia Real

9 maio 22

Bolsonaro divulga vídeo em inglês com informações falsas sobre desmatamento no Brasil

“São fatos. Peço enviar a amigos que morem no exterior”. Com esse chamado, o presidente Jair Bolsonaro publicou em seu perfil oficial no Twitter um vídeo narrado em inglês com falsas informações sobre a política ambiental brasileira e o desmatamento no país.

Bolsonaro afirmou que o material conta “a verdade da preservação ambiental comparando o Brasil ao mundo”. Entre as mentiras presentes no vídeo, está a afirmação de que o país é “extremamente preservado” e que têm 85% de sua energia proveniente de fontes renováveis.

No primeiro trimestre de 2022, a Amazônia registrou recorde de desmatamento, segundo dados de monitoramento do próprio Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe).
 

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PF apreende 77kg de ouro em avião escoltado por policiais militares em SP

Ouro seria ilegal e oriundo do Mato Grosso e Pará


Crédito: Divulgação/PF

4 maio 22

PF apreende 77kg de ouro em avião escoltado por policiais militares em SP

A agência da Polícia Federal de São Paulo apreendeu 77kg de ouro transportados por um avião particular que pousou no Aeroporto Estadual de Sorocaba – Bertram Luiz Leupolz. A aeronave estava sendo monitorada pela PF e a apreensão ocorreu após a carga ser transferida para dois veículos que foram abordados na rodovia Castello Branco, sentido a capital São Paulo.

O carregamento foi avaliado em cerca de R$ 23 milhões. Documentos apreendidos indicam que o minério foi extraído ilegalmente nos estados do Mato Grosso e Pará.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, dois policiais militares atuavam na escola do ouro apreendido, o tenente-coronel Marcelo Tasso e o sargento Gildsmar Canuto, ambos lotados na Casa Militar do Governo de São Paulo.

Um levantamento realizado pelo Instituto Escolhas aponta que das 110,591 toneladas de ouro exportadas pelo Brasil em 2020, 19,123, o que corresponde a 17%, tinham origem ilegal. O aumento coincide com o aumento do garimpo ilegal.

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Governo Bolsonaro fiscalizou apenas 2% dos alertas de desmatamento emitidos de 2019 a 2022

Apagão na fiscalização tem sido denunciado por servidores


Crédito: Bruno Kelly/Amazônia Rea/via CC BY-NC-SA 2.0

3 maio 22

Governo Bolsonaro fiscalizou apenas 2% dos alertas de desmatamento emitidos de 2019 a 2022

Até março de 2022, mais de 97% dos alertas de desmatamento emitidos desde o início do governo Bolsonaro não possuíam registro de fiscalização, aponta levantamento da iniciativa MapBiomas. A área com ação de fiscalização, no entanto, representa 13,1% do desmatamento detectado desde janeiro de 2019.

Os dados são da plataforma on-line “Monitor de Fiscalização do Desmatamento”, que apresenta “de forma direta, atualizada e transparente os dados de autorizações de desmatamento e ações de fiscalização por parte do governo federal” e dos governos estaduais de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e Pará, explica o site do projeto.”Existem avanços importantes, especialmente nos estados, mas os dados do Monitor mostram que a impunidade ainda marca o desmatamento ilegal no Brasil”, diz Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas.

Segundo relatório divulgado pelo Observatório do Clima no início do ano, o Ibama deixou de executar cerca de 60% do orçamento para fiscalização de crimes ambientais em 2021, ano no qual o país bateu recordes sucessivos de desmatamento.

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