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Emissões de carbono dobram na Amazônia sob Bolsonaro "principalmente por conta do desmonte", diz estudo

Aumento de emissões em 2020 foi de 122%

Crédito: Christian Braga/Greenpeace

21 set 22

Emissões de carbono dobram na Amazônia sob Bolsonaro “principalmente por conta do desmonte”, diz estudo

Um grupo de pesquisadores brasileiros ligados ao Inpe (Instituto Nacional  de Pesquisas Espaciais) submeteu um artigo à revista científica Nature que afirma que as emissões de carbono dobraram sob Bolsonaro, especificamente entre 2019 e 2020, quando comparado à 2010 à 2018. A principal razão das emissões foi ação humana impulsionada pelo desmonte da fiscalização e governança ambiental, diz o estudo, que avaliou a perda da capacidade da maior floresta tropical do mundo atuar como um sumidouro de carbono e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo a pesquisa, liderada pela química Luciana Gatti, o efeito foi semelhante ao estragado causado em 2010 e 2015/16 pelo El Niño, um fenômeno climático que torna a Amazônia mais seca e inflamável. Em 2019, o aumento das emissões doi de 89%. Em 2020, de 122%. Dados mais recentes mostram que recordes seguiram sendo batidos em 2021 e 2022, possivelmente agravando este quadro.

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Onda de violência contra indígenas marca mês de setembro

Em 10 dias, 4 indígenas foram assassinados

Crédito: Povo Pataxó/via Cimi

13 set 22

Onda de violência contra indígenas marca mês de setembro

Indígenas dos povos Guajajara e Pataxó foram vítimas de uma série de ataques na primeira semana de setembro.

Em 3 de setembro, no Maranhão, dois indígenas Guajajara foram mortos e um adolescente foi ferido. Segundo o portal Mongabay,  Janildo Oliveira Guajajara foi assassinado em uma suposta emboscada no município maranhense de Amarante, e o adolescente que o acompanhava foi baleado. No mesmo dia, Jael Carlos Miranda Guajajara foi atropelado no município vizinho de Arame. 

No dia 4 de setembro, na Bahia, pistoleiros atiraram contra um grupo de indígenas Pataxó que tentavam retomar algumas áreas na Terra Indígena Comexatibá, no município de Prado. Um adolescente foi morto no ataque e outro ficou ferido, segundo lideranças indígenas.

Uma semana depois, um novo ataque contra os Guajajara ocorreu no Maranhão, vitimando Antônio Cafeteiro Silva Guajajara, morto a tiros também no município  de Arame.

Segundo lideranças e ativistas socioambientais, os ataques estariam relacionados a conflitos por terra e a pressão exercida por madeireiros ilegais contra territórios indígenas.

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Amazônia bate recorde de queimadas e fumaça invade Norte do Brasil

Fumaça cobriu céu de cidades em toda região norte

Crédito: Inpe/Via G1

5 set 22

Amazônia bate recorde de queimadas e fumaça invade Norte do Brasil

A Amazônia registrou o pior número de queimadas para o mês de agosto dos últimos 12 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram 33.116 focos de incêndio, o maior número desde 2010, quando foram registrados 45.018 focos. Este é o 4º ano consecutivo do governo Bolsonaro que o volume de queimadas no período fica acima de acima da marca de 28 mil.

No Dia da Amazônia, celebrado 5 de setembro, a fumaça provocada pelas queimadas se espalhou pelos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Pará, cobrindo uma extensão de 5 milhões de km²,  informou o Inpe. O aumento do fogo é uma consequência direta do avanço do desmatamento, explicam ambientalistas.

De agosto de 2021 a julho de 2022, foram derrubados 10.781 km² de floresta, a maior área dos últimos 15 anos para o período, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). “O descontrole das queimadas observado nos últimos quatro anos está estreitamente associado a um aumento do desmatamento e da degradação florestal nesse período”,  declarou Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil, ouvida pelo G1.

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Instrução Normativa do Incra inviabiliza demarcação de territórios quilombolas

Medida torna mais lento processo de regularização das terras quilombolas

Crédito: Anderson Menezes/Amazônia Real/via CC BY 2.0

31 ago 22

Instrução Normativa do Incra inviabiliza demarcação de territórios quilombolas

Na edição de 31 de agosto do Diário Oficial da União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou a Instrução Normativa 128 que, na prática, dificulta o processo de demarcação e titulação dos territórios quilombolas.

Em nota de repúdio, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) denuncia que a medida “inviabiliza a efetivação” do direito constitucional quilombola a seus territórios ao burocratizar a desapropriação de imóveis presentes nos territórios ancestrais  No site do governo federal, a medida é apresentada como uma ferramenta para “dar maior dinamismo aos procedimentos administrativos para reconhecimento e declaração de interesse social de imóveis localizados em terras ocupadas por remanescentes de comunidades quilombolas.”

A CONAQ ainda recapitulou outras duas normativas publicadas em 2022 que ameaçam os quilombolas:  a Instrução nº 111,  que regulamenta o processo de licenciamento ambiental de obras, atividades ou empreendimentos que impactem  territórios quilombolas, e a Portaria nº  57 da Fundação Cultural Palmares, que regulamenta o processo de reconhecimento e emissão de certificados às comunidades.

Para a organização, a Instrução Normativa 128 é mais um dentre os sucessivos ataques do governo Bolsonaro contra a população quilombola. “Ainda candidato, o então presidente prometeu retirar direitos das populações quilombolas e vem cumprindo sua promessa desde os primeiros dias de seu mandato”, aponta a nota.

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Sinal de Fumaça lança o "Guia: Amazônia Legal e o Futuro do Brasil"

Material aponta o que está em jogo na região às vésperas das eleições

Crédito: Sinal de Fumaça/Reprodução

30 ago 22

Sinal de Fumaça lança o “Guia: Amazônia Legal e o Futuro do Brasil”

Às vésperas das Eleições 2022, o monitor Sinal de Fumaça lança o Guia Amazônia Legal e o Futuro do Brasil – Um raio X dos 9 estados da região entre 2018-2022, uma produção independente baseada no levantamento dos principais acontecimentos da pauta socioambiental nos quatro anos de gestão Bolsonaro em cada um dos nove estados que compõem a região.

O material foi construído a partir de um processo de escuta ativa feito entre maio e julho de 2022 com a coleta de 19 depoimentos de pessoas atuantes nos territórios compreendidos pela publicação. Foram ouvidos comunicadores, pesquisadores, lideranças indígenas e comunitárias e ativistas. Os relatos direcionaram a pesquisa e resultaram em um material qualificado e abrangente sobre a região que ocupa quase 60% do território nacional, corroborado pelos melhores dados técnicos disponíveis.

O Guia apresenta um panorama geral do que é a Amazônia Legal, contextualizando o leitor com informações geográficas, socioambientais e com os principais vetores de destruição florestal e violência. Traz uma curadoria de dados produzidos por institutos científicos e organizações da sociedade civil amazônida e o levantamento de casos emblemáticos, mortes violentas e indicadores da crescente ameaça sofrida pelos povos originários nessas áreas.

A publicação revela a movimentação do Congresso Nacional nesse cenário de disputa de terras e recursos ambientais, destacando quatro projetos de lei em tramitação nas casas federais e o comportamento dos governos estaduais e das respectivas bancadas parlamentares diante do chamado Pacote de Destruição, uma série de propostas legislativas que altera profundamente a gestão do uso de terra no país. O Guia resgata ainda linhas do tempo estaduais, com os principais acontecimentos monitorados pelo Sinal de Fumaça ao longo dos últimos quatro anos e mapeia as principais notícias falsas e campanhas de desinformação impulsionadas em cada localidade. Por fim, destaca pontos de atenção e projetos de alto impacto para as populações e a biodiversidade de cada estado que continuarão tramitando e sendo alvo de barganhas políticas após as eleições.

Empresário repassa dinheiro para aliados de Bolsonaro durante lobby por mineração em terras indígenas

Conversas interceptadas pela PF ocorreram entre 2018 e 2020

Crédito: Reprodução/Redes sociais/via Carta Capital

28 ago 22

Empresário repassa dinheiro para aliados de Bolsonaro durante lobby por mineração em terras indígenas

O empresário Luis Felipe Belmonte, aliado de Jair Bolsonaro, repassou dinheiro a pessoas do círculo próximo do presidente enquanto fazia lobby pela liberação da mineração em terras indígenas, segundo mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF). A informação é do jornal Folha de S. Paulo. As mensagens foram obtidas pela PF como parte da ação deflagrada para apurar o financiamento de atos antidemocráticos de abril de 2020.

Mais de 2 milhões de reais foram distribuídos por Belmonte entre Jair Renan, filho de Bolsonaro (R$ 10 mil), a advogada Karina Kufa, responsável por atender o presidente (R$ 634 mil) mil, e os marqueteiros Sergio Lima e Walter Bifulco, responsáveis por sua campanha de reeleição (R$1,5 milhão). Em uma das mensagens, ao ser questionado por sua esposa, a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), sobre os gastos, o empresário afirma que “o objetivo era se aproximar do Palácio do Planalto e viabilizar o ‘projeto dos indígenas'”, diz a reportagem.

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Presidente da Funai oferece amparo à militar preso por arrendar terra indígena

Marcelo Xavier é homem de confiança de Jair Bolsonaro

Crédito: Reprodução

25 ago 22

Presidente da Funai oferece amparo à militar preso por arrendar terra indígena

“Pode ficar tranquilo”, disse Marcelo Xavier, presidente da Funai, à Jussielson da Silva, que respondeu: “O senhor é o meu apoio de fogo. O senhor me protegendo, fico mais feliz ainda”. À época, Silva era o chefe da autarquia em Ribeirão da Cascalheira (MT). Hoje, o ex-fuzileiro naval, empossado durante o governo de Bolsonaro, está preso por cobrar propina para alugar pastos ilegalmente na reserva indígena Marãiwatséd.

Silva, e dois ex-policiais, estão sendo investigado por peculato e associação criminosa. As investigações da PF encontraram 70 mil cabeças de gado em 42 pontos da reserva. Um relatório da PF, encaminhado à Justiça Federal, aponta que”é possível concluir que o presidente do órgão, Marcelo, tem conhecimento do que está se passando, sendo possível que esteja dando sustentação à ilegalidade ora investigada (arrendamento em terra indígena)”.

 

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Justiça Federal obriga Funai a retirar os invasores da TI Ituna/Itatá

TI é considerada uma das mais desmatadas nos últimos dez anos

Crédito: Fábio Nascimento / Greenpeace

24 ago 22

Justiça Federal obriga Funai a retirar os invasores da TI Ituna/Itatá

Uma nova sentença da Justiça Federal obrigou a Fundação Nacional do Índio (Funai) a proteger a Terra Indígena (TI) Ituna-Itatá, mantendo decisão anterior, mas obrigando, dessa vez, a União a retirar os invasores e alocar uma equipe permanente na TI.

A área estava sob restrição de uso desde 2011, quando foram avistados povos indígenas em isolamento da região que fica no estado do Pará. Em 2021, no entanto, a Funai deixou a restrição expirar. A decisão mantém a TI, considerada a mais devastada do país no último período, protegida por mais três anos.

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Lideranças indígenas entram com ação para impedir avanço do garimpo no rio Negro (AM)

Mais de 77 requerimentos minerários ativos afetam o rio amazônico

Crédito: Ana Amélia Hamdan/ISA

22 ago 22

Lideranças indígenas entram com ação para impedir avanço do garimpo no rio Negro (AM)

A Agência Nacional de Mineração (ANM) têm se aproveitado de uma brecha legal, que deixou o leito do rio Negro fora da proteção dos Territórios Indígenas na década de 1990, para liberar requerimentos minerários de pesquisa e extração na região. Por conta disso, lideranças indígenas recorreram à Justiça Federal para pedir a anulação dos requerimentos no começo de julho, mas reclamam que até agora não obtiveram resposta.

O documento diz que a liberação estimula a atuação do garimpo ilegal no território e coloca em risco povos de 23 etnias, como os Baré, Tukano, Baniwa, Piratapuya, Yanomami, Desano, Wanano, Hupda, Dâw.

“Entramos com o pedido porque os mais afetados seremos nós, indígenas. Não será o Governo, não serão as empresas, não será a sociedade urbana: seremos nós, que estamos dentro do território”, afirma Marivelton Baré, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

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Explosão do garimpo na TI Yanomami contamina peixes de rios de Roraima; governo ignora 21 pedidos de ajuda

Consumo de peixes, base da alimentação na região, não é recomendada para mulheres grávidas e crianças

Crédito: Bruno Kelly/HAY

22 ago 22

Explosão do garimpo na TI Yanomami contamina peixes de rios de Roraima; governo ignora 21 pedidos de ajuda

Um estudo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Evandro Chagas e Universidade Federal de Roraima (UFRR), mostrou que pescados de três de quatro pontos da Bacia do Rio Branco apresentam níveis de mercúrio maiores do que o limite apontado como seguro pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo os pesquisadores, quanto mais próximo da Terra Indígena (TI) Yanomami, maiores os riscos. “As altas taxas de contaminação observadas, provavelmente, são decorrentes dos inúmeros garimpos ilegais de ouro instalados nas calhas dos rios Mucajaí e Uraricoera”, diz o estudo.

Um levantamento publicado no The Intercept Brasil mostra que o governo Bolsonaro ignorou 21 pedidos de ajuda da Hutukara Associação Yanomami. Os documentos denunciavam a chegada de garimpeiros, criminosos e o avanço de doenças e da fome na região.

O garimpo na TI explodiu durante o governo Bolsonaro. Um relatório da Hutukara Associação Yanomami mostra que o garimpo na TI Yanomami, no Amazonas e Roraima, triplicou nos últimos três anos.

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Devastação na Amazônia: queimadas encobrem o céu da região e desmatamento bate recorde

Céu de Manaus coberto pela fumaça das queimadas na região amazônica

Crédito: Alberto César Araújo/Amazônia Real

21 ago 22

Devastação na Amazônia: queimadas encobrem o céu da região e desmatamento bate recorde

Queimadas ilegais no sul do Amazonas e do sudoeste do Pará comprometeram a qualidade do ar de diversas cidades da região, onde uma nuvem tóxica de poluição tomou conta do céu –  como nos municípios paraenses Altamira e Novo Progresso e na capital amazonense. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no mês de agosto, foram registrados 16.088 focos de queimadas na Amazônia.

Já o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora o bioma via Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), apontou para a devastação recorde registrada nos últimos 12 meses. De agosto de 2021 a julho de 2022, foram derrubados 10.781 km² de floresta, uma área equivalente a sete vezes a cidade de São Paulo. Essa é a maior área desmatada dos últimos 15 anos para o período.

Para o Instituto, o dado é especialmente alarmante, tendo em vista o panorama climático global. “O aumento do desmatamento ameaça diretamente a vida dos povos e comunidades tradicionais e a manutenção da biodiversidade na Amazônia. Além de contribuir para a maior emissão de carbono em um período de crise climática”, declarou Bianca Santos, pesquisadora do Imazon. 

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Invasões de terras indígenas aumentam 180% sob Bolsonaro, aponta estudo

Registro de invasão na Terra Indígena Piripkura, onde vivem indígenas isolados

Crédito: Christian Braga/Greenpeace

17 ago 22

Invasões de terras indígenas aumentam 180% sob Bolsonaro, aponta estudo

Novo relatório anual do Conselho Missionário Indigenista aponta para o aumento da violência contra indígenas no Brasil, associado ao desmonte dos órgãos de fiscalização e falta de assistência às populações originárias. Em 2021, houve um aumento de 180% de casos de invasão, exploração ilegal e danos ao patrimônio de Terra Indígenas no país em relação a 2018, noticiou o jornal Folha de S. Paulo. Foram 305 episódios, contra 109 registrados em 2018.

Em relação a casos de violência contra a pessoa, o número salta para 355 em 2021, o maior desde 2013, quando a organização alterou o método de contagem dos casos.

A publicação “Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil – dados de 2021” destaca como o avanço de crimes contra a população indígena possui estreita relação com a política socioambiental  do governo federal. “A Funai, órgão indigenista oficial, tornou-se uma agência reguladora de negócios criminosos nos territórios demarcados ou em demarcação. O governo Bolsonaro naturalizou as violências praticadas por invasores para a extração de madeira, minério e para a prática do garimpo, e legalizou a grilagem e o loteamento das terras da União – afinal, as terras indígenas são bens da União[…]”, diz trecho do artigo de Lucia Helena Rangel, assessora antropológica do Cimi, e Roberto Antonio Liebgott, missionário e Coordenador do Cimi Regional Sul.

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"Ruralômetro" é lançado pela Repórter Brasil; ferramenta mostra atuação dos deputados na pauta socioambiental

2 a cada 3 deputados federais votam contra o meio ambiente, diz veículo

Crédito: Repórter Brasil/Reprodução

16 ago 22

“Ruralômetro” é lançado pela Repórter Brasil; ferramenta mostra atuação dos deputados na pauta socioambiental

A agência de jornalismo investigativo Repórter Brasil lançou a segunda edição da ferramenta que avalia como deputados atuaram frente ao meio ambiente, indígenas e trabalhadores rurais. O “Ruralômetro 2022” mostra que  68% dos parlamentares votaram contra o meio ambiente. 

Na prática, trata-se de representantes que “apresentaram projetos de lei e votaram mudanças legislativas que prejudicam a fiscalização ambiental, favorecem atividades econômicas predatórias, precarizam a legislação trabalhista, dificultam o acesso a benefícios sociais e travam a reforma agrária, dentre outros retrocessos apontados por organizações socioambientais”, diz o veículo.

Para medir a “febre ruralista” dos parlamentares, a ferramenta deu uma pontuação, que varia de 36⁰C a 42⁰C,  a cada deputado. Quanto mais alinhado à atuação da bancada ruralista, mais alta é a sua temperatura.

A avaliação foi feita com base na análise de 28 votações nominais e 485 projetos de lei apresentados na atual legislatura.

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51,1% da área de garimpo de ouro no Brasil está em regiões ilegais

Estudo indica avanço da devastação em áreas protegidas

Crédito: Felipe Werneck/Ibama

9 ago 22

51,1% da área de garimpo de ouro no Brasil está em regiões ilegais

Um estudo realizado pela rede MapBiomas indica que, em 2020, 51,1% da área destinada ao garimpo de ouro no Brasil estava em regiões ilegais. De acordo com os dados da iniciativa de monitoramento, havia 97,8 mil hectares de área de extração de ouro no Brasil no período, sendo 92,3 mil hectares de garimpo e 5,5 mil hectares de mineração industrial. O mapa foi sobreposto aos processos minerários (PMs) autorizados em 2019, relevando a ilegalidade de mais da metade das áreas de garimpo, sem título de lavra garimpeira vigente.

Nos últimos anos, o país tem sofrido com o avanço agressivo da atividade garimpeira em áreas protegidas, especialmente Terra Indígenas. De acordo com relatório,  entre 2019 e 2020, 45% desse crescimento ocorreu em territórios sem autorização. 

O documento também destaca a pressão de projetos de lei sobre a mineração em áreas protegidas. “A aprovação do PL 191/2020 pode acarretar uma nova corrida do ouro dentro das Terras Indígenas, em busca pela primazia na exploração, e anistiar aqueles que já realizavam a exploração antes da regulamentação da mineração nesses territórios. O cerne da discussão deveria ser a elaboração de medidas de controle e fiscalização entre agências governamentais como ANM, IBAMA, ICMBio, Receita Federal e Polícia Federal em prol de mitigar os prejuízos socioambientais da exploração ilegal no país”, diz o texto.
 

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Caso Dom e Bruno: mais três suspeitos são presos

Ação da PF mira quadrilha de pesca ilegal na região do Vale do Javari

Crédito: Divulgação/PF

6 ago 22

Caso Dom e Bruno: mais três suspeitos são presos

Agentes da Polícia Federal cumprimiram sete mandatos de prisão preventiva e dez de busca e apreensão em uma operação no Vale do Javari (AM), região do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em junho. Três suspeitos de participação na ocultação dos corpos das vítimas foram presos, todos parentes de Amarildo Costa de Oliveira, que segue encarcerado desde 9 de julho.

Os alvos da ação da PF, realizada nos municípios amazonenses de Atalaia do Norte e de Benjamin Constant, são suspeitos de integrar uma quadrilha dedica à pesca ilegal no Vale do Javari.

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Amazônia sofre aumento de 8% de queimadas em julho, aponta INPE

1º semestre foi marcado por recordes de desmatamento no bioma

Crédito: Vinícius Mendonça/Ibama

1 ago 22

Amazônia sofre aumento de 8% de queimadas em julho, aponta INPE

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que o número de incêndios no bioma amazônico aumentou 8% em julho, comparado ao período no ano anterior. Foram detectados 5.373 focos de incêndio na região. De janeiro a julho, o total foi de 12.906, um aumento de 13% em relação aos sete primeiros meses de 2021.
 

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UOL

Equipe da Operação "Guardiões do Bioma" é atacada no Pará

A Floresta Nacional do Jamanxim vista de cima

Crédito: Divulgação/Governo do Pará

26 jul 22

Equipe da Operação “Guardiões do Bioma” é atacada no Pará

Agentes da Operação “Guardiões do Bioma”, lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram atacados em campo na Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no sudoeste do Pará. Os servidores tiveram a barraca do acampamento incendiada, mas não houve feridos.

O crime aconteceu dois dias após a prisão duas pessoas por desmatamento ilegal dentro da Flona Do Jamanxim.

A Operação foi deflagrada em 21 de junho para atuar no combate a queimadas e incêndios florestais nos estados Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins. A ação irá até janeiro de 2023, com investimento de R$ 77 milhões. O trabalho conta com 1,8 mil agentes da Força Nacional e mais 3 mil brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama, além de bombeiros.

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MPF processa presidente da Funai por calúnia contra servidores

Servidores da Funai em greve na sede da entidade em Lábrea (AM)

Crédito: Murilo Pajolla

26 jul 22

MPF processa presidente da Funai por calúnia contra servidores

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia à Justiça Federal contra o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier da Silva, pelo crime de denunciação caluniosa.

Xavier acusou em inquérito policial diversos servidores do órgão, integrantes da Associação Waimiri Atroari e pessoas jurídicas de crimes de tráfico de influência e de prevaricação. Após o arquivamento do inquérito, “o presidente da Funai, em caráter de revanche, representou criminalmente contra o procurador da República Igor Spíndola, responsável pelo despacho de arquivamento. A representação, feita ao procurador-geral da República, apresentava três condutas que não caracterizam nenhum crime, sem provas ou indícios de qualquer irregularidade”, declarou o MPF.

A ação penal apresentada pelo MPF pede a condenação dupla de Xavier pelo crime de denunciação caluniosa, com pena de prisão de dois a oito anos e multa, reparação dos danos morais causados às vítimas e à sociedade, com o pagamento de indenização de R$ 100 mil, além da perda da função pública.

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De 2018 a 2021, registros de arma de fogo aumentaram 219% na Amazônia Legal

Em 2020, 17% das mortes por arma de fogo ocorreram na região

Crédito: Marcos Corrêa/PR

22 jul 22

De 2018 a 2021, registros de arma de fogo aumentaram 219% na Amazônia Legal

Segundo levantamento do Instituto Igarapé, a violência nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal é agravada pelo aumento da circulação de armas de fogo no território. Entre dezembro de 2018 e novembro de 2021, os registros aumentaram 219%. Para a organização, é especialmente preocupante o crescimento de registros na 12 Região Militar, que abrange os Estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia,de mais de 450% no período.

A terceira edição do boletim “Descontrole no Alvo” indica que as facilidades criadas pelo governo federal na política de acesso a armas contribuíram de forma significativa para o aumento da violência, sobretudo em um território marcado por conflitos socioambientais. “No lugar onde você tem baixa presença do estado, onde você tem um ambiente conflitivo muito grande, a arma de fogo é uma receita para o desastre”. afirmou Melina Risso, diretora de pesquisa do Instituto.

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Em três anos, Brasil perdeu área de vegetação nativa equivalente ao tamanho do RJ

Em 2021, o desmatamento cresceu 20% em relação ao ano anterior

Crédito: MapBiomas

18 jul 22

Em três anos, Brasil perdeu área de vegetação nativa equivalente ao tamanho do RJ

Entre 2019 e 2021, o Brasil perdeu 42 mil km² de vegetação nativa, de acordo com os alertas de desmatamento detectados nos seis biomas do país, aponta a iniciativa MapBiomas.

Em seu novo relatório anual, o grupo indica que o país perdeu 16.557 km2 (1.655.782 ha) de cobertura vegetal nativa em 2021. Foram 69.796 alertas de desmatamento detectados, 98% com indícios de irregularidades. 

Do total de alertas, 66,8% estão na Amazônia (977 mil ha desmatados, 59% da área total); 15,2% na Caatinga (190 mil ha desmatados, 7% da área total), 9,9% estão no Cerrado (e 500 mil ha desmatados, 30,2% da área total). Juntos, os três biomas respondem por 96,2% das perdas.

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